quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Portugueses na Champions - uma reedição


É certo que quase já lá vai uma semana desde o sorteio da Liga dos Campeões e da Taça UEFA, mas tendo em conta a falta de densidade futebolística da semana em curso, não virá fora de horas este post.

Comecemos pela análise das equipas portuguesas na Champions. Parece claro que a tarefa mais simples caberá ao FC Porto, integrado no grupo A juntamente com o finalista vencido da última edição (o Liverpool), o vencedor da primeira edição da Liga dos Campeões, como hoje a conhecemos (Olympique de Marselha) e o Besiktas, da Turquia. O Campeão Nacional será o favorito para passar aos oitavos-de-final no 2º lugar do grupo, tendo em conta a falta de expressão do actual Marselha e sabendo que o Besiktas, embora poderoso no seu reduto - todos conhecemos o quão dificíl é actuar nos palcos turcos - não será, na teoria, capaz de incomodar muito nas deslocações. Vitórias nos 3 desafios a disputar no Dragão serão suficientes, em princípio, para atingir os objectivos e não seria de estranhar, muito pelo contrário, uma vitória em Marselha e um empate na Turquia. Em Liverpool, a sorte o dirá - parece este Liverpool estar ainda mais forte; poderão Bruno Alves e João Paulo (irá ele ocupar a vaga de Pedro Emanuel nos próximos desafios?) com o poder de fogo de Torres e Crouch? Mas o pleno em casa deverá bastar para os serviçoes mínimos.

O Benfica, no grupo D, partilha com o Celtic o favoritismo para, tal como o FC Porto, ocupar a 2ª vaga e seguir em frente. O todo-o-poderoso Milan, garantirá, à partida e sem grandes dificuldades, o 1º lugar. E a fava deverá cair ao Shakhtar. Mas não será por ventura tão simples o cenário neste grupo D. Do leste chegam sempre muitas dificuldades, sobretudo nos jogos do Shakhtar no seu reduto. O frio do relvado contrasta com o calor das bancadas e do contigente brasileiro que constitui o plantel da equipa laranja. Até o Milan deverá sentir dificuldades. O desafio de Glasgow afigura-se como muito complicado (recorde-sea história recente) e a derrota afigura-se como o mais pláusivel dos cenários. Em Milão e na Luz, frente ao campeão europeu, esperam-se também derrotas. Por isso, o Benfica joga tudo em casa frente a Celtic e a Shakthar (a vitória será o resultado mais provável) e em Donetsk com os ucranianos.

Para os lados de Alvalade, tudo mais difícil ainda. Com o muito reforçado Manchester e a sempre difícil Roma, resta ao Sporting a esperança de carimbar lugar na Taça UEFA e tentar fazer a surpresa de arrancar um 2º lugar (para isso serão determinantes os jogos em Alvalade). Cenário idêntico ao da época passada, durante a qual o Sporting viveu enclausurado entre Inter e Bayern e teve ainda de enfrentar um adversário gélido. Desta vez é o Kiev. A tarefa mais difícil para as equipas portuguesas da Champions.

A análise da 1ª eliminatória da Taça UEFA proximamente no TDA.

Desde que a transição defes'átaque funcione...

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Razão de ser

Não será com certeza lógico iniciar um blogue com este nome, sem antes explicitar a sua razão de ser. Os mais informados sobre o tema perceberão rapidamente que falamos de desporto. E não serei hipócrita ao ponto de recusar a natural tendência do blogue para falar de futebol. Também a tem naturalmente o seu autor. Ainda que acredite que não será muito pedir um pouco mais de atenção aos restantes desportos. Mas o apelo deverá ser lançado primordialmente àqueles que têm por função promover o desporto: os jornais desportivos.


Também se perguntarão, por ventura, sobre o porquê da expressão escolhida como título, tendo em conta que o mundo do desporto, mormente do futebol, é muito rico em gíria ou então atendendo à quantidade de circunstâncias anedóticas que circulam à volta do universo (dizer mundo já é pouco) desportivo nacional. Pois bem, é hoje o lugar-comum preferido dos comentadores de futebol portugueses, sobretudo daqueles que menos contactaram verdadeiramente com os meandros do futebol, a expressão transição defes'átaque (transição defesa-ataque). Foi este o grande problema da selecção sub-21 no Europeu deste ano, foi o grande pecado de FC Porto e Sporting na Supertaça, foi a grande falha do Benfica de Fernando Santos e foi a circunstância que ditou o fim do futebol profissional do Salgueiros, do Campomaiorense e do Farense. Enfim, de cada vez que há algo de mal para dizer - ou se calhar, de cada vez que há algo para dizer - lá vêm os grandes peritos em futebol (que se especializaram na matéria ali na Faculdade de Letras, no curso de Comunicação Social) da RTP, TVI e Sport TV falar na transição defes'átaque. Se calhar até é isto que está a provocar o aquecimento global.


É partindo desta realidade que me proponho lançar na cruzada mais dificíl da minha vida: falar de futebol, num blogue.


Desde que a transição defes'átaque funcione...