Não será com certeza lógico iniciar um blogue com este nome, sem antes explicitar a sua razão de ser. Os mais informados sobre o tema perceberão rapidamente que falamos de desporto. E não serei hipócrita ao ponto de recusar a natural tendência do blogue para falar de futebol. Também a tem naturalmente o seu autor. Ainda que acredite que não será muito pedir um pouco mais de atenção aos restantes desportos. Mas o apelo deverá ser lançado primordialmente àqueles que têm por função promover o desporto: os jornais desportivos.
Também se perguntarão, por ventura, sobre o porquê da expressão escolhida como título, tendo em conta que o mundo do desporto, mormente do futebol, é muito rico em gíria ou então atendendo à quantidade de circunstâncias anedóticas que circulam à volta do universo (dizer mundo já é pouco) desportivo nacional. Pois bem, é hoje o lugar-comum preferido dos comentadores de futebol portugueses, sobretudo daqueles que menos contactaram verdadeiramente com os meandros do futebol, a expressão transição defes'átaque (transição defesa-ataque). Foi este o grande problema da selecção sub-21 no Europeu deste ano, foi o grande pecado de FC Porto e Sporting na Supertaça, foi a grande falha do Benfica de Fernando Santos e foi a circunstância que ditou o fim do futebol profissional do Salgueiros, do Campomaiorense e do Farense. Enfim, de cada vez que há algo de mal para dizer - ou se calhar, de cada vez que há algo para dizer - lá vêm os grandes peritos em futebol (que se especializaram na matéria ali na Faculdade de Letras, no curso de Comunicação Social) da RTP, TVI e Sport TV falar na transição defes'átaque. Se calhar até é isto que está a provocar o aquecimento global.
É partindo desta realidade que me proponho lançar na cruzada mais dificíl da minha vida: falar de futebol, num blogue.
Desde que a transição defes'átaque funcione...
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